domingo, 14 de fevereiro de 2010

Animais ajudam em recuperação de pessoas doentes

Vocês já ouviram falar em Zooterapia?

Acredito que muitos irão dizer que não, eu mesma, até pouco tempo não sabia do que se tratava.
Não sabia que usar animais para tratar pessoas com diversos tipos de doenças era praticado em diversos países e inclusive aqui no Brasil. Sabendo disso, meu amor incondicional por eles só aumentam.
Vejam o vídeo de uma reportagem sobre uma sociedade protetora de animais da Espanha que utiliza dessa técnica:




Zooterapia

De um modo geral, Zooterapia significa terapia realizada com a presença de animais. Essa técnica pode se valer tanto de espécimes vivos quanto mortos ou partes destes como penas, peles, chifres, carapaças e etc.
Essa técnica data do século 18, quando começou a ser utilizada na Inglaterra, no Retiro de York, onde uma instituição mantinha animais em seus pátios em que os pacientes passeavam.
Mais recentemente, na década de 1960, o psicólogo norte-americano Boris M. Levinson trouxe para a ciência e a prática a riqueza do potencial terapêutico da relação entre pessoas e animais. No Brasil a pioneira com trabalhos zooterapêuticos foi a psiquiatra Nise da Silveira, na década de 1950.
A zooterapia não se restringe a uma faixa etária específica e pode ser utilizada no tratamento de inúmeras doenças, tanto psicológicas quanto físicas. Essa experiência vem dando resultados satisfatórios e encorajadores, conferindo uma condição de transformar-se em extensão universitária, em função dos níveis de pesquisa, educação e participação comunitária, e vem tomando a dianteira em um campo de pesquisa que engloba profissionais da área de saúde e educação.
De um modo geral no Brasil, os trabalhos desenvolvidos ainda se restringem ao uso de canídeos e eqüídeos, entretanto isso não significa a exclusão do potencial de utilização dos demais animais, inclusive espécies da fauna silvestre, para tal finalidade.
Algumas técnicas utilizadas em tratamentos zooterapêuticos estimulam o contato de pessoas com animais e assim aguçam a percepção da consciência dos pacientes, até mesmo a afetiva.
Das técnicas utilizadas tomam destaque algumas que serão citadas abaixo. EAA - Educação Assistida Por Animais: São atividades no contexto escolar, cujo instrumento é o contato dos alunos com cães para promover a aprendizagem estimulando o desenvolvimento dos alunos. TAA – Terapia Assistida Por Animais: Atendimento em psicologia para crianças adolescentes com deficiência, uma intervenção com objetivos definidos na qual um animal que obedece a critérios específicos é parte do tratamento. Esta técnica é uma alternativa, já que, com o passar do tempo, as sessões de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional muitas vezes provocam o desinteresse do paciente devido sua natureza repetitiva. AAA – Atividade Assistida Por Animais
: Interação entre paciente e cães treinados, modificando a rotina e introduzindo novos elementos.
As técnicas empregadas variam de acordo com o ambiente em que serão realizados os tratamentos e com o objetivo de cada tratamento. Nos casos de visitas à pacientes hospitalizados são utilizados animais de pequeno porte como peixes e tartarugas em aquários, cães, coelhos e etc.Nessas visitas os animais são levados e acompanhados durante toda a sessão por profissionais especializados. Em outros casos os pacientes são levados a lugares como zoológicos ou aquários, onde possam ter contato com os animais, mesmo a certa distância, mas de forma a estabelecer o contato auditivo, visual ou mesmo olfativo, buscando estimular os sentidos dos pacientes e provocar-lhes reações positivas. Podem ainda ser realizadas sessões terapêuticas em asilos, escolas, casas de repouso, museus de zoologia, parques e etc.
Uma só técnica, se bem empregada, pode fazer surtir resultados positivos nos tratamentos, como em eqüideoterapia, que por si só tem efeito fisioterapêutico, pela ação que os movimentos do animal tem no corpo do cavaleiro.
Existem ainda casos onde o paciente não pode ter contato com o animal vivo, então aí se aplica a utilização de partes do animal penas, cornos, garras, pelagem, carapaças ou até mesmo animais empalhados, buscando promover no paciente estímulo ao toque para despertar sua sensibilidade tátil ou até mesmo reações psicológicas e emocionais como lembranças.
O público mais assistido pelos tratamentos zooterapêuticos é ainda formado por crianças e idosos portadores ou não de necessidades especiais e os profissionais mais envolvidos são fisoterapêutas, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos juntamente com veterinários e adestradores.
Os animais chamados de co-terapêutas, empregados no tratamento devem apresentar algumas particularidades para que possibilitem, juntamente com os profissionais, um resultado satisfatório. Em se tratando de cães e cavalos não existem prerrogativas quanto às raças que podes ser empregadas, tendo em vista que todas as raças possuem seu potencial para esse tipo de trabalho. Mas devemos ter consciência de que alguns requisitos são necessários como: o animal deve ser muito sociável, ter interesse pelas pessoas, não ser agressivo, não ser medroso, não reagir a dor (mesmo que causada acidentalmente ou propositalmente). Em suma o animal deve ser calmo, tolerante, amigável e interessado para obter êxito em sua parte do trabalho.
Os benefícios obtidos vão desde a melhoria do equilíbrio e da coordenação motora, recuperação da funcionalidade de membros à novas formas de socialização, elevação da autoconfiança e da auto-estima, melhora no aprendizado, controle da ansiedade e recuperação de memória.
Como nas terapias convencionais, na zooterapia, os resultados dependem de uma série de fatores, que envolvem o profissional, o paciente e os acompanhantes ou responsáveis, com a inserção de um novo vértice que é representado pelo animal co-terapêuta, que conformará uma tríade (animal co-terapêuta x paciente x profissional).



INATAA

O INATAA é um expoente na realização de diversas atividades relacionadas a AAA/EAA/TAA com cães, através da colaboração de voluntários e seus cães, voluntários sem cão e profissionais, atendendo a diversas instituições como casas asilares, hospitais, nas áreas de psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, equipe multidisciplinar, visitas e cursos de formação, visando a interação Homem-Animal.

coneçam mais do trabalho do INATAA acessando o site: http://www.inataa.org.br

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Isso é mais uma prova da importância que os animais têm. Por isso eles merecem pelo menos o nosso respeito!!!



Até o próximo post!!!


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Animais domésticos vítimas de veneno de rato



É comum animais domésticos como cães e gatos serem vítimas de veneno usado para matar ratos( as pragas urbanas). Na verdade o percentual maior atinge os gatos, e é muito comum ver o produto ser vendido livremente pelas ruas da cidade como os camelôs dizendo em alto e bom som: "Veneno para matar ratazanas e gatos". A comercialização de veneno pra rato é proibida por lei mas a comercialização ilegal consegue vender porque não há uma fiscalização das autoridades responsáveis para isso. Muitas das vezes pessoas que adiquirem esse produto não o querem com a intenção de matar os ratos, mas com a intenção de matar os animais domésticos mesmo. Isso ocorre geralmente entre vizinhos. É comum os vizinhos terem implicância com os animais porque geralmente os animais são um incômodo, tipo se for um cachorro é o latido, se for um gato é o miado infernal que os mesmos produzem quando estão no cio. Então os vizinhos acham que a melhor maneira de se livrar do "incômodo" é matando. Já tive vários animais meus vítimas de vizinhos assim. É claro que há casos em que isso ocorre acidentalmente. E é por isso que vou falar nesse post sobre um veneno de rato popularmente conhecido como "chumbinho" e tentar conscientizar as pessoas de não usarem esse produto, pois existem outras maneiras de eliminar pragas urbanas se for o caso.

Chumbinho ( rodenticida )

É um produto clandestino, irregularmente utilizado como raticida, tem este nome porque o produto não diluído tem a aparência de pequenas esferas de chumbo. Comercializado com o nome de Temik 150, é produzido pela poderosa multinacional alemã Bayer. Não possui registro na Anvisa, nem em nenhum outro órgão de governo, entretanto sua venda é autorizada em estabelecimentos credenciados, mediante a apresentação da receita emitida por um profissional agrônomo. Na lavoura é usado em plantações na tentativa de eliminação das pragas de lavoura, porém essa substância contamina o solo e o lençol freático.

Apesar disso o produto é vendido livremente em lojas agropecuárias não autorizadas, sem a apresentação de receita e de forma fracionada para uso como raticida e extermínio de animais domésticos, especialmente de cães e gatos.


Ação do chumbinho:


O chumbinho é um veneno bastante potente e de ação rápida, que mata o rato em pouco tempo após a ingestão. Porém, sua eficácia é superficial. Ao perceber que um roedor da colônia ingeriu algo e morreu em seguida, nenhum outro rato se aproxima daquela comida.

Outro problema é a mistura a algum alimento, o que pode atrair animais domésticos e crianças. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre os anos 2002 e 2006, mais de 500 crianças foram vítimas do chumbinho apenas no estado do Rio de Janeiro.


Vítimas da irregularidade


As intoxicações e mortes ocorrem há décadas e o IDEC ( Instituto de Defesa do Consumidor )de São Paulo, desde 2003 vem pedindo providências à ANVISA.Porém, a venda e o uso indiscriminados continuam fazendo inúmeras vítimas.Segundo ambientalistas, é raro flagrar os envenenadores de cães e gatos, quase sempre moradores ou comerciantes da região onde cometem este outro crime, o de maus-tratos aos animais (Lei Federal 9065/98, artigo 32). Agem alegando o "incômodo" causado pelos cães ou para evitar ataques de gatos a pássaros engaiolados, animais da fauna silvestre, estes muitas vezes mantidos de forma ilegal. "O envenenamento por "chumbinho é uma das principais crueldades perpetradas contra cães e gatos e intoxica muitos humanos também( só lembrar o caso da mãe que matou seus filhos colocando chumbinho no leite deles e outros e outros casos).

Emergencialmente, a forma mais eficaz de combater esta ilegalidade é fiscalizar as agropecuárias e punir severamente os criminosos, que ironicamente vivem às custas dos animais. Inclusive com o fechamento de seus estabelecimentos. Porém, a fiscalização tem se mostrado muito deficiente. As autoridades alegam dificuldades para flagrar estes comerciantes inescrupulosos, mas qualquer cidadão compra facilmente o produto", denunciam os ativistas.


Como proceder caso seu animal tenha sido vítima de morte por envenenamento:



Ao encontrar um animal morto com suspeita de envenenamento, recomenda-se ao dono do animal que registre o fato através de fotografias e leve o corpo e os restos do alimento suspeito de conter veneno para um veterinário, que poderá encaminhar o caso a um órgão competente para fazer a necrópsia e emissão de um laudo oficial da causa da morte. Com o material em mãos, é possível registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia. A partir daí, a polícia fica encarregada de verificar os fatos e identificar os culpados, aplicando as punições previstas na lei.


De que forma poderei me livrar do incômodo dos ratos sem prejudicar outros?


A melhor forma de controle de ratos é prevenir o seu aparecimento. É mais fácil e barato do que se livrar deles depois que o ambiente estiver infestado Dentro de casa, movem-se de um lugar para outro chegando a andar pelas tubulações. Todos os potenciais pontos de acesso devem ser inspecionados e selados.

Os ratos são atraídos por alimentos como cereais, pães, biscoitos, grãos, queijos, e até mesmo ração para gatos ou cachorros. Alguns cuidados ajudam a evitar o seu aparecimento.

Agora se os ratos já rondam pela sua casa, conheça nesse caso o veneno ecológico feito a partir do trituramento do feijão cru. Mais informações à respeito cliquem no link:http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=39925


DENUNCIE!!!


Em caso de venda ilegal de chumbinho, faça a sua parte: denuncie aos órgãos de defesa do consumidor (151 - PROCON) e vigilância sanitária do município telefone 166.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Gatos pretos - O preconceito



Toda vez que se vê um gato preto logo vem a mente os ditos populares de que ele é um ser agorento, que não faz bem cruzar com um pela manhã ao sair de casa, que é mau presságio ele atravessar sua frente correndo, que se for uma sexta feira(*que não a 13)e o gato preto cruzar seu caminho alguém conhecido pode morrer e tantas outros credos acerca disso.
Por isso, eu como protetora dos animais sem exceção de cor ou raça, vim aqui através desse post explicar que essas crendices populares não passam de mitos contados por nossos antepassados e que foram se sucedendo ao longo dos anos.
Não tenham medo dos felinos negros e eu vou explicar-lhes o porquê...

Crenças populares

Na Pérsia antiga havia a crença de que quando se maltratava um gato preto, corria-se o risco de estar maltratando um espírito amigo, criado especialmente para fazer companhia ao homem durante sua passagem na Terra. Desse modo, ao prejudicar um gato preto, o homem estaria atingindo a si mesmo.
Mas foi na Idade Média que surgiu a superstição de que os gatos de cor preta davam azar. Acreditava-se que os felinos, devido a seus hábitos noturnos, tinham relações com seres do mau e, se o gato era da cor negra, era considerado diabólico, uma vez que essa cor era associada às trevas e à magia negra. Assim, na cultura medieval, os gatos pretos tornaram-se intrínsecos à mítica figura das feiticeiras.
No século XV, o papa Inocêncio VIII chegou a incluir os gatos pretos na lista de seres hereges perseguidos pela Inquisição. Assim, esses gatos foram injustamente acusados de estarem associados a maus espíritos e foram, por isso, queimados juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria. A perseguição à esses animais atingiu seu auge no século XVI, na Inglaterra, quando misteriosamente registrou-se um súbito aumento da população felina nas ruas das cidades, fato que foi atribuido à ação de feiticeiras. Até hoje ainda existe a idéia de que toda bruxa possui um gato preto de estimação, sendo esse animal associado aos mais diversos tipos de sortilégios. É muito comum ouvir histórias de sorte e azar associadas aos animais dessa cor.
Os gatos pretos foram muito referenciados na cultura popular, sendo frequentemente citado em textos e filmes de suspense e terror. Um conto muito popular tratando desse animal é O Gato Preto de Edgar Allan Poe, onde ele responsabiliza o animal por uma série de acontecimentos sobrenaturais presentes na narração.

As bruxas e os gatos pretos


Os gatos sempre foram associados à Bruxaria e à Magia em todas as crenças populares, especialmente os gatos pretos. Nenhuma representação artística de uma cabana de bruxa dos tempos antigos poderia estar completa sem um gato por perto. A verdade é que toda raça felina tem um certo ar de mistério que lhes confere magia e estranhamento.
Desde o Egito, até Roma e o Norte europeu, eles aparecem como criaturas mágicas. Durante os julgamentos das bruxas no século XVII, era comum a acusação de que elas se transformavam em gatos. Os gatos pretos sempre possuíram um simbolismo ligado ao oculto e frequentemente eram tidos como guardiões ou espíritos familiares das bruxas. A grande verdade é que muitas delas deveriam acolher os felinos que perambulavam pelas ruas, dando-lhes abrigo e comida, e por esse motivo passaram a ser associadas a eles nos manuais de acusações.
As bruxas frequentemente eram acusadas de transformarem-se com o propósito de molestar as pessoas, ou para correrem sem alarde durante a noite, enquanto faziam algo misterioso.


O "poder" da Igreja

Ora, a Igreja Católica(*isso na época da inquisição era mais forte) sempre foi perita em chamar de demônios tudo aquilo que não era particularmente cristão. Com as bruxas e os gatos não foi diferente. E, assim, foi-se criando um senso comum a respeito dos gatos e sua ligação com o “demônio”, o que não passa de uma ideia absurda.
Uma das estórias era que o demônio aparecia nos sabás das bruxas na forma de um enorme gato preto. Talvez a Igreja tenha lhe dado essa atribuição em função do antigo culto de veneração aos gatos no Egito Antigo. Além disso, diversos deuses pagãos tinham formas de animais. Chamar tudo de demônio era a solução ideal para afastar os pagãos.
O poder da Igreja Católica na manipulação do imaginário popular foi tamanho, que até hoje há pessoas que temem quando um gato preto atravessa seu caminho, por exemplo, mesmo sem saber toda a história por trás disso.
Por isso o preconceito perpassa de geração por geração.



Os gatos pretos na sexta feira 13


Por serem relacionados à bruxaria e supertições é comum gatos pretos serem vítimas de abusivas agressões, como retiradas de sua pelagem para se fazer um ritual ou até mesmo o próprio sacrifício em sexta feira 13.
Por isso que o CCZSP adotou uma medida que proíbe a adoção de gatos pretos na proximidade dessa data para tentar evitar ao máximo que eles sofram mau tratos.
É claro que o que não falta são gatos pretos de rua e de uma forma ou de outra eles acabam na mercê de pessoas cruéis.


NÃO DEIXE QUE UM GATO PRETO SEJA MAU TRATADO NA SUA PRESENÇA!

Mesmo que você não goste de gatos(*ainda mais se eles forem pretos)não permita que sejam mau tratados, pois eles são seres da criação divina e se viram a esse mundo não foi à toa.

Até o próximo post...